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| Pedra tumular ou pedra angular |
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Por Maria do Rosário de Moraes |
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Presidente do CRA/DF |
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Março e abril são meses repletos de alegrias e comemorações, por meio das várias colações de grau que ocorrem. Afirmo sempre que não me canso de aproveitar esses momentos, em cada um desses eventos que participo, representando o Conselho.
Os discursos que procuram sempre inovar, acabam apresentando palavras chaves carregadas de emoções, quer sejam para traduzir as despedidas (momentâneas) da vida acadêmica ou o início de uma nova caminhada profissional; prometendo dignidade, ética e outras características esquecidas por profissionais que já se encontram no mercado de trabalho, nas várias categorias.
Pedras tumulares e pedras angulares. Em tempos bíblicos, tais pedras serviam como monumentos para assinalar eventos notáveis. As primeiras indicam o fim, normalmente de uma vida. As outras marcam o princípio de algo que durará um bom tempo – assim se espera.
Formatura é um misto das duas. O fim dos tempos de estudante, a obtenção do “grau de bacharel” e o início do “grau de administrador”; este sim, considerado a partir do registro junto ao seu Conselho Regional. A decisão de se registrar faz a diferença! O bacharel que não se registra continua ao lado da sua pedra tumular; deixou de instalar o começo do seu edifício-profissional, colocando nele uma pedra angular para recordar essa ocasião, de acordo com a legislação brasileira.
Recentemente ao ler um artigo numa revista de bordo, assinada pelo ator Wellington Nogueira, fundador e coordenador-geral da ONG Doutores da Alegria, chamou-me a atenção a seguinte afirmativa: “se aprendermos a ser donos da nossa saúde e, como tais, gerenciá-la, quando formos ao médico, poderemos discutir com ele na posição de parceiros (grifos nossos), em vez de dependentes”. E encerrou relatando que na China, “lá, em alguns povoados, os médicos são pagos pelo “não-uso” do hospital. Ou seja, menos habitantes doentes, mais remuneração para os médicos, pois considera-se que eles estão fazendo um bom trabalho junto à população”.
Por analogia, me permiti destacar a importância de que nós, administradores, façamos sempre um bom trabalho, mensurado, por exemplo, por baixos índices de falências das empresas brasileira. Daí, certamente, seremos cada vez mais bem pagos. Conclamemos, então, os administradores que estão entrando no mercado de trabalho, no sentido de erguerem suas pedras angulares, em granito ou mármores, substâncias que deverão resistir muitas décadas ou até mesmo séculos. Que entrem para a história!
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